Reforma planetária: será possível?

A ideia de civilização ideal, ou utopia, é abordada por Edgar Morin em seu texto Uma Mundialização Plural como "algo impossível", pois as mudanças necessárias não poderiam ser atingidas, já que, a própria humanidade é tida como maior obstáculo para tais mudanças. Sendo assim, o que lhe resta são apenas alguns princípios de esperança para uma possível reforma planetária. Além de romper com o termo "desenvolvimento", o qual apenas dá ênfase no espírito lucrativo, o autor acha necessário que se tenha Políticas Humanas em detrimento de Polícias Planetárias, ou seja, ao invés de polícia para prender bandidos, ter-se política para não ter bandidos.

Para complementar essa reforma planetária, os autores Formosinho e Machado no artigo CURRÍCULO E ORGANIZAÇÃO - As equipas educativas como modelo de organização pedagógica abordam questões de reforma na educação, como na Escola de Massas, que dispõe de excesso de alunos em uma turma-classe e de professores com currículo unificado, o que pode gerar o abandono escolar. A proposta que os autores apresentam trata-se de pedagogia baseada em equipas educativas, um desafio que romperia com a "pedagogia burocrática" e implantaria a "educação democrática". E consequentemente, desta maneira a escola estaria preparada para receber quaisquer que fossem os alunos e suas necessidades.

1 comentários:

Enio MoraesJúnior disse...

É exatamente no sentido produzido pelo diálogo entre esses dois textos que poderíamos falar em uma Educação Planetária, termo usado por Morin para definir exatemente um espírito educativo mais colaborativo e humano.

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